O município do Rio de Janeiro registrou crescimento no número de pessoas atingidas por armas de fogo atendidas pela rede municipal de saúde ao longo de 2025, segundo dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP) e informações compiladas por veículos de imprensa. A alta reflete um cenário de violência armada persistente na capital fluminense e na região metropolitana.
Relatórios sobre violência urbana apontam que a violência armada continua intensa, com tiroteios frequentes em várias áreas da cidade e grande demanda por atendimento de vítimas de bala nos serviços públicos de saúde. Em muitos meses de 2025, foram mapeados centenas de tiroteios e vítimas atingidas por disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio, incluindo feridos e mortos, número que em alguns períodos superou os registros de anos anteriores. Esses eventos impactam diretamente os hospitais e unidades de emergência da rede municipal, que têm atendido um volume mais alto de pacientes baleados ao longo do ano.
Além disso, levantamentos de organizações como o Instituto Fogo Cruzado mostram que, em muitos casos, mais da metade das pessoas baleadas foram atingidas durante confrontos ou operações policiais, o que reforça a complexidade da dinâmica da violência armada no município.
Especialistas e autoridades em saúde pública também observam que a elevada demanda por atendimentos de traumas causados por armas de fogo sobrecarrega a rede de urgência e emergência, gerando desafios logísticos e clínicos para hospitais municipais que já lidam com outras pressões, como acidentes de trânsito e casos de doenças infecciosas.
O aumento no número de baleados atendidos pela rede municipal ressalta a necessidade de medidas integradas de segurança, prevenção da violência e ampliação dos serviços de saúde para responder de forma adequada às vítimas de ferimentos por arma de fogo.
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