Apesar da aparência mais límpida e convidativa das águas no Arpoador — um dos pontos mais icônicos da Zona Sul do Rio de Janeiro — a praia foi classificada como imprópria para banho neste fim de semana pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com base nos resultados dos testes de balneabilidade que vão além da simples aparência visual.
De acordo com o levantamento, a transparência da água não garante ausência de contaminação. Análises laboratoriais detectam a presença de coliformes fecais e outros microrganismos nocivos à saúde, que não podem ser percebidos apenas pelo aspecto cristalino do mar. Esses contaminantes podem causar doenças de pele, gastroenterites e até hepatite se a água for ingerida ou mesmo em contato prolongado com o corpo.
O cenário atual decorre de fatores ambientais recentes, como chuvas da semana anterior, maré de quadratura e condições que reduziram a diluição das águas contaminadas vindas da Baía de Guanabara, explica o engenheiro e professor de oceanografia David Zee.
Enquanto o Arpoador, Barra de Guaratiba, Botafogo e Glória estão entre os pontos com banho contraindicado, outras praias como Grumari, Prainha, Recreio, Barra da Tijuca, Leblon, Copacabana, Leme, Vermelha, Urca e Flamengo foram consideradas próprias para banho no mesmo boletim.
Autoridades de saúde ambiental reforçam que banhistas devem consultar o boletim de balneabilidade antes de entrar no mar, independentemente de a água parecer clara, e sempre observar as bandeiras de sinalização dos Bombeiros, que indicam as condições de segurança do mar — verde (liberado), amarela (risco moderado), vermelha (alto risco) ou roxa (alerta para presença de animais marinhos).
A classificação de balneabilidade é atualizada periodicamente pelo Inea e é baseada em coletas de água e análises laboratoriais, que seguem critérios técnicos para proteger a saúde pública durante a temporada de verão no litoral carioca.
Foto: RioTur