Cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio decidem iniciar descredenciamento da Unimed Ferj em meio à crise na operadora

Foto: Divulgação
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Hospitais e clínicas ligados à Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) decidiram, em assembleia geral realizada no dia 6 de janeiro, que aproximadamente 40 unidades que atendem beneficiários da Unimed Ferj vão iniciar o processo de descredenciamento da operadora de saúde. A medida ocorre em meio a uma crise prolongada envolvendo pagamentos e fornecimento de assistência pela empresa. 

A Unimed Ferj é responsável por atender clientes de planos de saúde no estado do Rio de Janeiro e em Duque de Caxias, após ter assumido parte da operação em 2025. De acordo com membros da Aherj, a intenção é suspender os atendimentos a usuários do plano em até 30 dias, embora a efetivação dependa de notificações formais ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e às secretarias estadual e municipal de Saúde. 

A decisão ocorre em meio a um contexto de instabilidade na Unimed Ferj, marcada por atrasos em repasses à rede credenciada, o que teria prejudicado a continuidade de atendimentos e gerado dificuldades logísticas, especialmente em tratamentos de maior complexidade, como os oncológicos. Hospitais e clínicas argumentam que, sem garantias de pagamento e com insuficiência de insumos, fica insustentável manter a prestação de serviços para os beneficiários do plano. 

A ANS já se manifestou publicamente, afirmando que hospitais e clínicas não podem suspender atendimentos de forma que coloque em risco a vida dos usuários e que a crise deve ser tratada com responsabilidade, protegendo os pacientes. A agência também acompanha de perto a situação e exige que prestadores de serviço continuem cumprindo as normas de assistência até que todas as questões financeiras e de coordenação sejam resolvidas. 

Até o momento, a operadora e os hospitais não divulgaram um cronograma detalhado de como se dará a transição dos atendimentos, e a possibilidade de entrada de ações judiciais inclusive para liquidar parte da cooperativa ainda está sendo debatida pelas instituições de saúde envolvidas. 

Foto: Reprodução TV Globo

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