Nenhum dos 22 cursos de medicina avaliados no estado do Rio de Janeiro alcançou a nota máxima na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), avaliação que substituiu o Enade para medir a qualidade dos cursos de medicina.
Dos 22 cursos analisados, dez ficaram com conceitos considerados insuficientes (1 ou 2) na escala que vai de 1 a 5. Os cursos nessa faixa de desempenho poderão enfrentar sanções do Ministério da Educação (MEC), incluindo redução de vagas, restrições a programas federais como o Fies e, no caso de notas 1, possibilidade de suspensão de novas matrículas.
Entre os cursos com pior desempenho, a graduação em medicina da Universidade Estácio de Sá em Angra dos Reis registrou a nota mais baixa da avaliação.
Instituições que obtiveram conceitos 3 ou acima não estão sujeitas às medidas punitivas, e cursos públicos estaduais e federais se destacaram com notas consideradas boas.
O Enamed passou a ser aplicado em 2025 com o objetivo de fortalecer a avaliação da formação médica no país e será usado para definir ações de supervisão e correção da qualidade dos cursos. As instituições com notas baixas terão prazo para apresentar defesa antes da eventual aplicação das penalidades.
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