O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), que avaliou cursos de medicina em todo o país. O exame analisou a proficiência dos estudantes que concluíram a graduação, com o objetivo de medir a qualidade da formação oferecida pelas instituições de ensino superior.
Destaques por desempenho
Cursos federais com maior proficiência
Entre as universidades federais, algumas alcançaram notas de excelência, com destaque para:
- UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) — 100% de proficiência
- UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) — 100%
- UFV (Universidade Federal de Viçosa) — 98%
- Várias outras federais ficaram acima de 93% de proficiência.
Instituições federais com as notas mais baixas
Alguns cursos de universidades federais ficaram abaixo da média, com proficiências significativamente menores:
- UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia) — 58,1%
- UFMA (Universidade Federal do Maranhão) — 57,1%
- Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) — 54,5%
- UFPA (Universidade Federal do Pará, campus Altamira) — 37,3%
- Esses resultados apontam desigualdades no desempenho mesmo entre instituições públicas.
Melhores cursos estaduais
No grupo das universidades estaduais, os cursos com maior proficiência incluíram:
- Unicentro (Universidade do Centro-Oeste) — 97,5%
- UPE (Universidade de Pernambuco, campus Garanhuns) — 97,2%
- UnDF (Universidade do Distrito Federal) — 96,2%
- Outras estaduais também figuraram entre as mais bem avaliadas.
Piores cursos estaduais
Entre as estaduais, algumas mostraram desempenho abaixo do esperado:
- UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) — 73,9%
- UEPA (Universidade do Estado do Pará, Santarém) — 65,1%
- Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) — 63,3%
- UERR (Universidade Estadual de Roraima) — 51,7%
- Essas notas apontam desafios na formação médica em certos campi estaduais.
Contexto geral do Enamed
O Enamed é a versão do exame nacional de avaliação aplicada especificamente aos estudantes de medicina no Brasil. Os resultados não apenas refletem a qualidade dos cursos, mas também influenciam políticas públicas e decisões regulatórias, como restrições de vagas ou sanções em casos de desempenho insuficiente.
Segundo balanços mais amplos da avaliação, quase um terço dos cursos de medicina no país ficou com notas consideradas insatisfatórias, o que pode levar a medidas corretivas por parte do MEC.
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