Hospitais do Rio decidem processo para possível descredenciamento da Unimed Ferj

Foto: Divulgação
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Hospitais e clínicas do Estado do Rio de Janeiro deliberaram, nesta terça-feira (6), iniciar o processo de descredenciamento coletivo da Unimed Ferj, em meio a um impasse financeiro que tem impactado o atendimento a beneficiários da operadora de planos de saúde. A decisão foi tomada em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), que reúne 107 instituições de saúde, embora nem todas façam parte da rede credenciada da Unimed Ferj. 

Situação e prazos

A proposta aprovada prevê que os hospitais iniciem o processo de suspensão do atendimento aos beneficiários em até 30 dias, depois de notificar formalmente o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as secretarias estadual e municipal de Saúde. 

Crise e dívidas

A decisão vem num contexto de crise financeira prolongada da Unimed Ferj, que, segundo a Aherj, acumula débitos superiores a R$ 2 bilhões com hospitais do Rio — valor contestado pela própria cooperativa. Os atrasos nos repasses e a falta de garantias claras têm sido apontados como principais motivos para a insatisfação da rede prestadora de serviços. 

Nos últimos meses, vários prestadores já haviam suspendido atendimentos a beneficiários da Unimed Ferj em decorrência da mesma questão. Em 2025, tanto a Rede D’Or quanto hospitais da Rede Américas e unidades da Rede Casa e do Grupo Prontobaby interromperam a cobertura devido a impasses nos pagamentos. 

Ações e pressão à ANS

Além de autorizar o descredenciamento, os hospitais aprovados encaminharam à ANS pedido de intervenção administrativa na Ferj ou, caso isso não ocorra, a decretação da liquidação da operadora como forma de proteger tanto os usuários quanto os prestadores de serviço. 

Impacto aos beneficiários

A medida pode afetar o acesso de cerca de centenas de milhares de usuários a atendimento em hospitais credenciados no estado, caso o processo se consolide após os prazos legais — a continuidade do serviço dependerá também de ações regulatórias e judiciais em andamento. 

Foto: Marcelo Theobald

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