O governador Cláudio Castro determinou a criação de uma força-tarefa estadual envolvendo órgãos como o Corpo de Bombeiros, secretarias de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade e a Cedae, com o objetivo de monitorar e enfrentar as altas temperaturas e ondas de calor que atingem o estado nesta reta final de 2025. A articulação busca fortalecer medidas de prevenção, acompanhamento e atendimento à população em situação de calor intenso.
Megaoperação de hidratação em locais de grande circulação
Uma das principais frentes da estratégia estadual é a “megaoperação de hidratação”, coordenada pela Cedae em parceria com outras instituições. Desde o dia 28 de dezembro, 15 mil litros de água potável foram distribuídos gratuitamente em pontos estratégicos como praias da Zona Sul do Rio (Copacabana, Leme, Ipanema), parques urbanos e áreas de grande circulação, além de estações de transporte e atendimento à população em situação de rua. Foram usados também milhares de quilos de gelo para manter a água fresca durante a distribuição, que atendeu cariocas e turistas.
Saúde pública reforçada
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do estado receberam reforço nas equipes para agilizar o atendimento de pessoas com sintomas relacionados ao calor, como desidratação, náuseas, tonturas e exaustão térmica — condição que tem sido monitorada de perto pelo sistema de saúde estadual.
Ações preventivas e monitoramento
Além da hidratação e do reforço de atendimento de saúde, a resposta integrada inclui:
- emissão de alertas meteorológicos e ambientais;
- atuação ampliada da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros nos locais de maior circulação;
- reforço no monitoramento ambiental e de sensação térmica, inclusive com sistemas que coletam dados em tempo real;
- atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e populações de rua.
Contexto geral: a região Sudeste, incluindo o estado do Rio de Janeiro, está sob alertas de calor extremo com temperaturas acima da média para a época, o que elevou os riscos à saúde pública e motivou tanto a atuação governamental quanto pedidos de medidas urgentes por outras instituições, como o Ministério Público e defensores públicos.
Foto: Luis Alvarenga / CEDAE