O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump confirmou que estendeu um convite ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar um grupo que ele denomina “conselho da paz”, iniciativa que tem gerado reações críticas e surpresa no cenário internacional.
Segundo Trump, a proposta foi formulada como parte de um esforço para buscar um fórum de diálogo entre grandes potências, com o objetivo declarado de reduzir tensões e discutir temas de segurança global. A inclusão de Putin, líder de um país envolvido em conflitos e sob sanções internacionais, foi justificada por Trump como uma tentativa de promover conversas diretas entre governos com papel central em crises geopolíticas.
Especialistas em relações internacionais observaram que, embora a ideia de um “conselho da paz” possa soar como um mecanismo de cooperação, a participação formal de Putin é polêmica devido ao contexto de confrontos e disputas com países ocidentais, especialmente no que diz respeito à guerra na Ucrânia e às divergências entre Moscou e Washington. Autoridades e analistas ressaltaram que a proposta carece de clareza sobre sua estrutura institucional, mandato e reconhecimento por outros países ou organismos multilaterais.
O anúncio também reacendeu debates sobre as estratégias de política externa defendidas por Trump, com críticos argumentando que a aproximação com líderes autoritários pode enfraquecer alianças tradicionais e legitimar ações contrárias ao direito internacional. Por outro lado, apoiadores afirmam que ampliar o diálogo direto poderia contribuir para a redução de conflitos.
A iniciativa ocorre em um momento de intensificação das tensões globais e de reconfiguração das alianças estratégicas, com diversos países buscando equilibrar interesses econômicos, militares e diplomáticos em um cenário geopolítico complexo.
Foto: Doug Mills/ Pool/ AFP