O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelos Estados Unidos para integrar o recém-criado “Conselho de Paz” voltado à Faixa de Gaza, iniciativa do governo do presidente Donald Trump que visa supervisionar um processo de estabilidade e reconstrução na região após o conflito prolongado entre Israel e o Hamas. A proposta tem gerado debate diplomático no Brasil e coloca o chefe do Executivo diante de uma decisão estratégica com forte impacto internacional.
A Casa Branca confirmou o convite chamando Lula para o conselho e afirmando que ele poderá desempenhar “um grande papel” na iniciativa, ressaltando o apreço pessoal de Trump pelo presidente brasileiro. Até o momento, entretanto, o Palácio do Planalto ainda não confirmou se o mandatário aceitará formalmente a participação.
O Conselho de Paz para Gaza foi anunciado como parte de uma proposta mais ampla dos Estados Unidos para estabilizar a Faixa de Gaza, organizar a reconstrução e promover etapas de paz após décadas de conflito. A iniciativa inclui líderes, ex-chefes de Estado e autoridades internacionais e seria um fórum multilateral para tratar das questões pós-conflito, embora tenha gerado críticas de países que questionam seu formato e vínculo com instituições tradicionais de mediação como a ONU.
O convite a Lula representa um novo capítulo na atuação do Brasil no Oriente Médio, depois de sua participação em negociações anteriores e da defesa brasileira de soluções multilaterais e da dois-estados como caminho para a paz. A decisão do presidente brasileiro será observada internacionalmente, especialmente por países que acompanham com atenção a postura do Brasil em relação ao conflito israelense-palestino e às iniciativas de mediação lideradas por Washington.
Foto: Cristiano Mariz