Europa avalia uso de instrumento inédito de anti-coerção contra os EUA em resposta a pressão de Trump sobre a Groenlândia

Foto: Divulgação
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Diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas elevadas a países europeus que se opõem aos seus planos relacionados à Groenlândia, a União Europeia (UE) está considerando ativar um mecanismo inédito de defesa comercial e política conhecido como Instrumento Anticoerção. 

O Instrumento Anticoerção — apelidado de “bazuca comercial” — foi criado pela UE em 2023 com o objetivo de proteger o bloco contra pressões econômicas e políticas coercitivas de países terceiros, permitindo a adoção de retaliações que vão além de tarifas tradicionais, como restrições a serviços, investimentos e até acesso a concursos públicos. 

A consideração do uso desse mecanismo surge após Trump ameaçar impor tarifas de 10% a 25% sobre produtos europeus caso a UE não aceite suas exigências relacionadas à Groenlândia, território ártico pertencente à Dinamarca. A postura norte-americana foi recebida com forte crítica por líderes europeus que classificaram as ameaças como chantagem econômica e “inaceitáveis” entre aliados. 

Apesar do crescente apoio político em países como França e Alemanha para acionar o mecanismo caso as pressões se concretizem, a UE também tem buscado priorizar a solução diplomática e o diálogo com Washington, adiando o uso efetivo da “bazuca comercial” enquanto negocia alternativas. 

Até o momento, o Instrumento Anticoerção nunca foi utilizado desde sua criação. Sua eventual ativação representaria a primeira vez que a UE empregaria oficialmente essa ferramenta contra os Estados Unidos, evidenciando a gravidade da disputa e a determinação europeia em resistir à coerção econômica externa.  

Foto: Reprodução.

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