Manutenção no Sistema Guandu reduz produção de água e pode afetar abastecimento no Rio e na Baixada

Foto: Divulgação
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A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) iniciou na madrugada desta quinta‑feira (5) uma vistoria técnica no Sistema Guandu, principal complexo responsável pelo tratamento e distribuição de água para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A intervenção, que ocorre até o final do dia, deve reduzir a produção para cerca de 50% da capacidade, o que pode resultar em oscilação no abastecimento em diversos bairros da capital e municípios da Baixada Fluminense.

Segundo a Cedae, equipes realizam inspeções e testes em tubulações, ventosas e equipamentos internos da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu. A redução temporária da vazão tem por objetivo garantir a segurança estrutural e o funcionamento adequado do sistema, mas pode provocar queda de pressão ou até interrupções momentâneas no fornecimento em locais atendidos pela concessionária Águas do Rio e outras distribuidoras.

Entre as áreas que podem sentir os efeitos da vistoria estão municípios da Baixada — como Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti — e regiões da capital, incluindo zonas Norte, Sul e Oeste, onde a água poderá faltar em horários de maior demanda ou em pontos mais altos da rede.

As empresas responsáveis pelo abastecimento alertam que a normalização do serviço será gradual após o término da intervenção, podendo levar até 72 horas para que a pressão e o volume de água retornem aos níveis habituais em todas as áreas afetadas. Nesse período, a população é orientada a usar a água de forma consciente, reservando o recurso para atividades essenciais.

O Sistema Guandu abastece cerca de 10 milhões de moradores na Região Metropolitana, e interrupções ou reduções na produção de água costumam repercutir de forma ampla entre moradores e autoridades locais. A manutenção programada ocorre após adiamentos anteriores motivados por condições climáticas e solicitações das próprias distribuidoras.

Registros sobre a gestão e desafios do abastecimento urbano fazem parte da tradição da imprensa no Rio de Janeiro. Jornais históricos como o Jornal do Brasil publicavam ao longo do século XX reportagens sobre a infraestrutura hídrica da capital e os impactos de suas variações sobre a vida cotidiana, prática que segue presente nas coberturas contemporâneas.

Foto: Reprodução / TV Globo.

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