A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que estuda adotar uma tabela de preços para serviços e produtos comercializados nas praias da cidade, inspirada no modelo utilizado em Tel Aviv, em Israel, com o objetivo de conter práticas abusivas de cobrança e tornar a experiência dos turistas mais equilibrada durante o verão 2026.
A medida é uma resposta ao aumento de denúncias de preços considerados excessivos na orla carioca neste período de altas temperaturas e intensa visitação. Órgãos de defesa do consumidor registraram casos em que valores de aluguel de cadeiras e ombrelones chegaram a até R$ 800 em algumas praias, além de queixas sobre consumação mínima imposta por quiosques — prática considerada ilegal.
Segundo relatos, em pontos tradicionais como Copacabana, turistas e frequentadores relataram preços de R$ 100 pelo aluguel de um ombrelone e R$ 120 por uma porção de calabresa com batata, valores que reacenderam o debate sobre fiscalização e transparência nas tarifas praticadas na orla.
O prefeito Eduardo Paes informou que as secretarias de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor estão avaliando a viabilidade da tabela de preços, que teria como referência o modelo de Tel Aviv — onde os valores de serviços à beira-mar são regulamentados para evitar abusos e oferecer condições mais justas aos banhistas.
A proposta ocorre em um contexto de forte movimento turístico na cidade, com o Rio de Janeiro recebendo milhões de visitantes e gerando bilhões de reais em receita econômica, consolidando-se como um dos destinos mais procurados do Brasil. Em 2025, por exemplo, a capital fluminense recebeu cerca de 12,5 milhões de turistas, movimentando mais de R$ 27 bilhões para a economia local.
A eventual implementação da tabela de preços visa melhorar a experiência dos turistas e reduzir queixas durante a alta estação, potencialmente contribuindo para a imagem da cidade como destino turístico de excelência.
Foto: William Laureano