CREA-RJ recebeu denúncias e fiscalizou obras no Shopping Tijuca antes de incêndio que matou dois trabalhadores

Foto: Divulgação
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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) registrou quatro denúncias relacionadas a obras de ampliação no Shopping Tijuca, na zona norte da capital fluminense, além de ter sido notificado sobre um princípio de incêndio, poucos dias antes do incêndio que atingiu o subsolo do centro comercial e deixou duas pessoas mortas e outras três feridas. 

Segundo o CREA-RJ, as denúncias motivaram ações de fiscalização e o envio de ofícios à administração do shopping, com pedidos de informações sobre as medidas de engenharia de segurança do trabalho adotadas no local, em conformidade com normas brasileiras de prevenção e evacuação de incêndios. O conselho destacou que sistemas de segurança contra incêndio e pânico, como portas corta-fogo, extintores, sprinklers e alarmes, devem estar vinculados a uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada por profissionais habilitados. 

Documentos e e-mails relacionados à investigação policial indicam que, seis dias antes do acidente, uma equipe de segurança do shopping havia registrado irregularidades na loja Bell’Art, localizada na área onde o fogo teria começado. Entre os problemas apontados estão uso do espaço como depósito de materiais, fiações improvisadas, detectores de fumaça desmontados e extensões elétricas com múltiplas tomadas, além de materiais combustíveis em áreas técnicas. 

O incêndio, ocorrido na tarde de 2 de janeiro, teve início em um aparelho de ar-condicionado na loja de decoração no subsolo, e as causas ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, incluindo perícia técnica para determinar com precisão os fatores que levaram ao desastre. 

Em nota, o Shopping Tijuca afirmou que tem colaborado com as investigações e que as correções sugeridas nos relatórios enviados anteriormente eram de natureza operacional, devendo ser implementadas pelo lojista responsável. A administração disse também que não havia tempo hábil para verificar as adequações após as notificações e que não possui prerrogativa legal para interditar operações comerciais. 

As vítimas fatais foram identificadas como Anderson Aguiar do Prado, supervisor de segurança, e Emellyn Silva, brigadista, que atuavam na prevenção e combate a situações de risco no centro comercial. 

Foto: Corpo de Bombeiros

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