Nos últimos dias de 2025, a negociação entre Flamengo e o técnico Filipe Luís chamou atenção nos bastidores rubro‑negros por envolver mais que simples cifras salariais: segundo relatos de fontes ligadas ao clube, o presidente do Flamengo chegou a se sentir traído pelo desenrolar das conversas com o treinador, que se arrastaram por semanas sem um acordo definido.
A situação ganhou contornos tensos em meio à proximidade do fim do contrato de Filipe Luís, que se encerrou em 31 de dezembro de 2025. O clube e o treinador discutiam renovação, mas desentendimentos sobre valores e detalhes da comissão técnica dificultaram a finalização do acordo, levando a diretoria a explorar alternativas no mercado.
Diante da indefinição, a diretoria rubro‑negra chegou a avaliar nomes para substituir o treinador caso a renovação não se concretizasse. Entre as opções citadas no mercado estava o técnico Leonardo Jardim, ex‑Cruzeiro — alvo que chegou a ter um acordo verbal em análise, segundo comentários de observadores esportivos ligados ao caso.
Além de Jardim, outros treinadores como Artur Jorge e Thiago Motta também surgiram como possíveis planos B para 2026, caso o Flamengo precisasse seguir outro caminho técnico para a próxima temporada.
O impasse ilustra a complexidade de negociações no futebol moderno, onde fatores como remuneração, comissão técnica, metas e mercado europeu podem influenciar a relação entre clube e treinador — mesmo após uma temporada com conquistas nacionais e internacionais no currículo de Filipe Luís.
Foto: Luis ROBAYO / AFP