A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter as medidas cautelares impostas à advogada argentina Agostina Páez, que responde por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26).
O juiz responsável pelo caso negou o pedido da defesa, que solicitava a retirada da tornozeleira eletrônica e a devolução do passaporte da acusada. Com isso, ela seguirá impedida de deixar o país enquanto o processo estiver em andamento.
Além das restrições, a ré continua obrigada a cumprir as demais determinações judiciais, incluindo o monitoramento eletrônico, medida adotada para garantir sua permanência no Brasil durante o julgamento.
O caso ocorreu após um desentendimento em um bar, quando a acusada teria proferido ofensas de cunho racista contra funcionários do estabelecimento. Segundo as investigações, as agressões envolveram palavras e gestos discriminatórios relacionados à cor da pele das vítimas.
Durante o andamento do processo, a advogada afirmou que não tinha conhecimento da gravidade do crime no Brasil e disse não se considerar racista. Ainda assim, o Judiciário optou por manter as medidas cautelares até a conclusão do caso.
O processo segue em tramitação na Justiça fluminense, e a decisão final ainda será definida após a análise completa das provas e depoimentos.