Uma advogada argentina de 29 anos, identificada como Agostina Paez, teve seu passaporte apreendido neste sábado (17 de janeiro de 2026) após ser acusada de proferir ofensas racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A Justiça também determinou que ela use uma tornozeleira eletrônica como medida cautelar enquanto a investigação prossegue.
O caso
O episódio ocorreu na última quarta-feira (14), quando a advogada, que estava no bar com amigas, se envolveu em uma discussão com o gerente do estabelecimento por causa de um suposto erro no pagamento da conta.
Segundo relato da vítima à polícia, após ser questionada sobre a situação, a advogada teria feito comentários racistas, apontando o dedo para o funcionário e chamando-o de “negro” de forma pejorativa e discriminatória.
Imagens registradas mostram a mulher imitando gestos de macaco e reproduzindo sons do animal enquanto fazia os ataques, conduta que foi gravada e apresentada como parte da investigação policial.
Ação da polícia e medidas judiciais
Após a vítima procurar a 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha) para registrar a ocorrência, os agentes identificaram a turista e deram continuidade às diligências. A autoridade policial representou à Justiça pela retenção do passaporte da mulher e pela imposição de monitoramento eletrônico, o que foi autorizado judicialmente.
Neste sábado, a advogada compareceu à delegacia para prestar depoimento, teve o passaporte retido pelos policiais e foi encaminhada ao sistema prisional para a instalação da tornozeleira eletrônica.
Investigação
O caso está sendo investigado sob a suspeita de injúria racial de cunho discriminatório, considerada crime no Brasil, e as apurações seguem na delegacia especializada.
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