O Irã anunciou nesta quarta‑feira (11) que não participará da Copa do Mundo da FIFA de 2026, marcada para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, em meio ao agravamento do contexto de guerra e instabilidade política no país. A decisão veio por meio de declaração do ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, em entrevista à televisão estatal iraniana, em que citou a atual situação de conflito como fator determinante para a desistência da seleção nacional de futebol do torneio.
Segundo o ministro, o país vive um período de intensa tensão após ataques que culminaram na morte do líder supremo Ali Khamenei em um ataque conjunto que desencadeou conflitos no Oriente Médio, e isso tornou inviável a participação da seleção em um evento esportivo mundial. Donyamali afirmou que “sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, ressaltando que o cenário de guerra e a insegurança em torno da situação nacional impedem que a equipe represente o país na competição.
A seleção iraniana já estava classificada para o Mundial e havia garantido vaga nas Eliminatórias da Ásia, ficando no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com partidas programadas nos Estados Unidos. A ausência do Irã representa um episódio raro na história do torneio, dado que a equipe já havia confirmado presença no evento esportivo mais importante do futebol internacional.
A declaração do governo iraniano contrasta com a postura da FIFA e das autoridades esportivas internacionais. O presidente da entidade, Gianni Infantino, havia afirmado recentemente que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que a seleção iraniana seria bem‑vinda para disputar o torneio, apesar da tensão geopolítica. Essa posição buscava assegurar opções de segurança e estabilidade caso o Irã optasse por participar.
A Federação Iraniana de Futebol ainda precisa formalizar a desistência e informar oficialmente à FIFA sobre a saída do torneio, processo que poderá gerar consequências esportivas e financeiras para o país. Regulamentos da entidade preveem multas e até a possibilidade de sanções esportivas para seleções que se retiram de uma Copa do Mundo já classificada sem autorização.
A saída do Irã do Mundial pode obrigar a reorganização do Grupo G, com a FIFA analisando alternativas como manter a chave com três seleções ou escolher um substituto para ocupar a vaga deixada pela seleção iraniana. Entre os possíveis candidatos, seleções como Iraque e Emirados Árabes Unidos foram mencionadas como possíveis substitutas, caso a desistência seja oficializada.
Foto: Reprodução / Agência internacional