O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, comunicou oficialmente à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) a necessidade de realização de uma eleição indireta para escolha do novo chefe do Executivo estadual. A medida ocorre após a configuração de dupla vacância no governo.
A situação foi provocada pela renúncia do governador Cláudio Castro e pela ausência de um vice-governador, abrindo caminho para a aplicação do mecanismo previsto na Constituição estadual.
Com isso, caberá à Alerj conduzir o processo eleitoral indireto, no qual os 70 deputados estaduais serão responsáveis por escolher o novo governador e vice que irão cumprir o chamado “mandato-tampão” até o fim de 2026.
Pelas regras, a convocação da eleição deve ocorrer em até 48 horas após a vacância do cargo, e a votação precisa ser realizada em até 30 dias.
Enquanto o processo não é concluído, o governo estadual permanece sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que assume temporariamente diante da impossibilidade dos demais nomes da linha sucessória.
A eleição indireta ganha relevância por definir quem ficará à frente do Palácio Guanabara até o fim do atual mandato, em meio a um cenário de forte instabilidade política no estado.
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