Um aplicativo voltado à modernização da avaliação neurológica de pacientes com hanseníase foi apresentado durante a Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase 2026, realizada no Rio de Janeiro. A ferramenta foi demonstrada pela secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, como parte de iniciativas para incorporar tecnologia ao acompanhamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).
O aplicativo pretende digitalizar a chamada Avaliação Neurológica Simplificada, um dos principais instrumentos utilizados para monitorar a evolução da hanseníase. Atualmente, esse procedimento é feito manualmente, em formulários de papel, e exige profissionais treinados para aplicar testes de sensibilidade nas mãos e nos pés dos pacientes.
Com a digitalização do processo, a expectativa é tornar o atendimento mais ágil e melhorar o registro e a análise de dados clínicos. A ferramenta também poderá facilitar a consolidação de informações e ajudar no planejamento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da doença.
O aplicativo ainda está em fase de protótipo e passará por testes no estado do Rio de Janeiro por meio de uma prova de conceito. A previsão é que os primeiros testes ocorram em duas unidades da rede estadual, incluindo o Hospital Estadual Tavares de Macedo, referência no tratamento da hanseníase.
O desenvolvimento da ferramenta faz parte de um projeto de pesquisa financiado por instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Saúde e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe).
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