A proposta de ampliar o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro de 12 para 15 escolas ainda depende da aprovação das próprias agremiações. A informação foi confirmada pelo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David.
Segundo o dirigente, qualquer mudança no regulamento do desfile precisa ser deliberada em plenária, com votação entre as escolas que atualmente compõem o grupo. Hoje, são 12 agremiações responsáveis por decidir alterações estruturais no modelo do carnaval.
A ideia de expansão ganhou força após sinalização da Prefeitura do Rio, que defende o aumento para permitir cinco escolas desfilando em cada um dos três dias de apresentações. Apesar disso, a palavra final não cabe ao poder público, mas sim à própria liga.
Gabriel David ressaltou que a mudança envolve uma série de desafios que precisam ser resolvidos antes da votação. Entre eles, está a necessidade de aumento da subvenção paga às escolas, para garantir que o nível dos desfiles não seja prejudicado com mais participantes.
Outro ponto crítico é a infraestrutura. Atualmente, a Cidade do Samba não tem capacidade para abrigar barracões de 15 escolas, o que exigiria adaptações ou expansão do espaço.
Além disso, a liga defende maior previsibilidade nos repasses financeiros, com definição antecipada de datas para pagamento, evitando atrasos que impactam diretamente a preparação das agremiações.
A proposta ainda está em fase de обсужão e, caso avance, poderá ser implementada a partir do Carnaval de 2027. Até lá, o tema deve passar por debates internos na Liesa e negociações com o poder público.
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